“Só recebi parabéns até agora. Estou na mesma situação em que estava antes das Olimpíadas. Não associo minha imagem à CBDA, que só quer encher o saco”
“Sei que alguém vai me dar um prêmio, mas não sei quem é e não sei quanto é. O único dinheiro que vi até agora foi o do desfile. Mas isso é com o meu pai. Aqui no Brasil, a gente tem que chorar até por um maiô”
“Paguei várias competições do meu bolso por ser atleta profissional. Às vezes, os Correios dão uma grana, mas enrolam. De 2006 até o Pan-Americano, meu pai bancou tudo. Só nesta temporada, já gastamos US$ 2.500 (cerca de R$ 4 mil). Mas o cúmulo foi a cobrança da CBDA em cima dos pais sobre a minha ida ao Planalto. Eu estava nos EUA, e a confederação ficava ligando para os meus pais, atrapalhando o serviço deles.”
“Agora eles estão na minha mão. Sou campeão olímpico. Vão ter que me aturar pelos próximos quatro anos. O que eles fizerem agora vai voltar para eles. Estou falando porque quero que todo mundo saiba a verdade.”
As corajosas e verdadeiras palavras acima só poderiam ter sido pronunciadas por um verdadeiro campeão.
Medalha de Ouro Olímpico e ser humano admirável.
César Cielo deu um exemplo de como os cartolas que destroem o esporte no país devem ser tratados.
O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, nada fez para ajudar os atletas que foram a Pequim.
Por pirraça tentou atrapalhar a preparação de Cielo para as Olimpíadas.
Tudo porque ele não aceitou participar de uma cerimônia de beija mão com o presidente Lula, para satisfazer Coaracy, que de joelhos, buscava agradar o presidente.
Contrariada, A CBDA retirou o patrocínio de Cielo.
Depois ficou ligando para seus pais com ameaças veladas ao atleta.
Cielo somente soube dessas ligações após as Olimpíadas.
Eles o pouparam de mais esse absurdo, para evitar que sua preparação para os jogos fosse atrapalhada.
O nadador demonstrou que não é só a medalha que carrega no peito que brilha.
Seu caráter é ainda mais valioso.
É um exemplo que precisa ser seguido.
