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O computador quebrado

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Na semana passada o Painel FC da Folha de São Paulo noticiou a visita da Dra. Inês Cunha, delegada do DEIC, no Corinthians.

Ela se encontrou com Andres Sanchez, presidente do clube.

Mas a nossa história começa um pouco antes, um dia depois que publiquei o “Caso Salamandra”.

Inês Cunha me ligou.

Disse estar interessada no caso.

Apresentou-se como a delegada que indiciou Dualib por estelionato, no caso das notas frias.

Pediu que eu contasse o ocorrido e lhe enviasse as provas que tinha em mãos.

Por ter estranhado a ligação e estar sempre com o pé atrás nesse tipo de caso, enviei apenas o que publiquei no blog, preservando o resto da documentação.

O tempo mostrou que agi de maneira correta.

Toda semana ligava para ela perguntando o andamento das investigações.

Ela respondia que estava muito atarefada e que ainda não havia olhado o material.

Semanas se passaram e o discurso era o mesmo.

Nem parecia aquela pessoa que tão prontamente ligou pedindo as informações.

Confesso ter estranhado.

Pouco tempo depois compareci ao DEIC, por livre e espontânea vontade, para depor em um inquérito referente a uma reportagem que publiquei.

Enquanto estava na sala de espera, um dos presentes, sem desconfiar de minha identidade pega o telefone e avisa uma pessoa de nome “Andres” que eu estava no local.

Comecei a rir.

Minutos depois a noticia de minha ida ao local já corria as comunidades do Orkut e um site de um diretor bajulador da diretoria alvinegra.

Falavam que eu havia sido preso, entre outras mentiras.

Ao entrar na sala de interrogatório fui tratado com a sutiliza costumeira do local.

Ouvi palavras doces, mas algum tempo depois perceberam que era perda de tempo.

Sabiam com quem estavam lidando.

Na hora de ir embora perguntei ao delegado do local quem era o seu superior.

A resposta me surpreendeu.

Dra. Inês Cunha.

Prontamente fui até a sala dela e me apresentei.

Perguntei se ela já havia olhado os documentos que havia lhe fornecido.

A resposta foi que o computador estava com defeito.

É obvio, como não nasci ontem, entendi o recado.

Voltaremos agora para a notinha da visita da delegada ao Corinthians, do Painel FC, da FOLHA.

Ao ler a noticia liguei para Inês Cunha.

Perguntei o que foi fazer no Corinthians.

Ela me disse que foi a pedido do presidente.

Novamente lhe fiz uma pergunta.

Foi algum assunto relacionado à Salamandra ?

Ela respondeu que não, porque ainda não havia olhado os documentos.

Acreditem, caros leitores, se quiserem.

Perguntei então qual foi o motivo de sua visita a Andres Sanchez.

Inês Cunha respondeu que não poderia falar.

Dei-me por satisfeito.

Foi o que precisava ouvir para entender o que estava se passando.

Tenho certeza que o leitor inteligente não precisa de tradução.

Tudo ficou muito claro.

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