Tenho conversado com muita gente da imprensa.
O jornalismo está passando por uma fase difícil.
Tenho como princípio acreditar que a verdade e o sentido de justiça são obrigatórios para um profissional de comunicação.
Não é o que está acontecendo, infelizmente, com uma grande parte dessas pessoas.
Gente que só acredita no dinheiro.
Chefes de redações medrosos e subservientes a interesses que em muito estão longe da verdade e da necessidade de proporcionar benefício comum.
O jornalista trabalha com medo.
A grande maioria não publica o que pensa.
Às vezes é até obrigado a publicar opiniões totalmente contrárias as suas, visando única e exclusivamente manter o próprio emprego.
A censura velada é muito forte nas grandes redações jornalísticas.
O profissional não é avaliado por sua capacidade.
Bajular patrões, não falar o que pensa e, se possível, fugir de divididas são princípios básicos de quem consegue bons cargos e elevação de salário no jornalismo.
Recuso-me a ser assim.
Não traio meus princípios.
Não preciso de muito dinheiro para viver.
Faço jornalismo visando o bem comum.
Emito em minha opinião exatamente o que penso sobre o assunto.
Recuso-me a ser como Milton Neves e seus seguidores.
Sei que terei poucas portas para adentrar, mas tenho certeza que serei feliz em todas elas.
Meu caráter não está a venda.
Tenho profundo respeito pelo meu público, que não merece ser traído.
E não será.
Fui questionado recentemente sobre querer mudar o mundo.
Fui acusado de ser utópico.
Confesso preferir assim.
Respondi que todos têm responsabilidade de fazer desse mundo um local melhor para se viver, independente da profissão que possua.
Tenho uma arma poderosa em minhas mãos, a comunicação.
Não posso fugir de minha responsabilidade.
Quero SIM mudar o mundo.
E conto com a ajuda de vocês.