Por Silvio Romualdo (diretor de piscinas do Corinthians)
Num encontro idealizado pelo sócio “Cyborg”, o homem de 6 milhões de papéis, onde algumas pessoas foram convidadas, entre elas, representantes de todas as torcidas organizadas, o conselheiro Osmar Stabile e os sócios Paulo Daud e Haroldo Dantas, convidado que fui dos últimos 2 convidados, não declinei ao convite, até porque o local era aprazível, a famosa pizzaria Speranza, no famoso bairro do Bexiga.
Mas fui por uma razão especial: a curiosidade. Primeiramente para saber o que teria motivado o sócio Cyborg a convocar esta reunião. E a curiosidade principal: O que teria de tão importante a dizer o famoso e tão comentado ex-homem forte da administração Dualib, Nesi Curi.
O encontro teve o seu local modificado, pois onde fora marcado inicialmente, ninguém havia comparecido além de Cyborg, Stabile e Nesi.
Segundo Cyborg, houve uma “tentativa de esvaziamento do encontro”.
Este encontro seria uma espécie de um “Talk-show”, do tipo “Pergunte ao Nesi e ele responde”.
E ele mais falou, do que respondeu, na verdade.
E serei resumitivo, um apanhado do que mais relevante acreditei ter ouvido:
Nesi afirmou ter cerca de “120” votos no conselho deliberativo corinthiano. E acha pouco
Fez um histórico da sua participação como dirigente corinthiano, desde o seu surgimento no clube. E são quase 70 anos de clube
Como homem forte do futebol amador, apresentou numa simples anotação de papel, os valores das vendas de jogadores que foram formados na sua época. Contabiliza mais de 70 milhões de dólares em venda de jogadores para os cofres do clube
Segundo ele, seu único grande erro foi ter aceitado receber “por fora”, através de emissão de notas fiscais, uma espécie de um salário mensal que teria sido motivado desde a época da Hicks Muse, que, segundo ele, teve a ciência dos representantes da Hicks, do presidente e dos vice-presidentes do clube e também do CORI, na época. E que achava justo receber estes valores – não ficou bem claro quanto – pois ele gastava cerca de 100 reais por dia para se deslocar ao clube, pagava do próprio bolso a sua refeição e muitas vezes de convidados do clube e por lá permanecia quase 13 horas por dia, trabalhando em prol do clube
Que o maior erro – e teria sido o crucial erro – de Alberto Dualib foi ter introduzido sua neta, Carla, nos negócios do clube. Que sempre foi contrário ao contrato de exclusividade que o Corinthians tinha com ela, que lhe dava poderes e comissões para negociar qualquer contrato de marketing para o clube
Afirmou estar entristecido com a forma que seu nome tem sido achincalhado em desrespeito a tudo que fez pelo clube, que merecia mais respeito das pessoas, que elas deveriam ao menos ouvi-lo e conhecer melhor a sua história no clube
Entre casos narrados da sua época de dirigente de futebol, perguntei, para finalizar, se ele acreditava que seria condenado pela justiça e se seria expulso do quadro de sócio do clube.
A resposta para as duas perguntas, sem titubear foi: Não
Ele acredita que não será condenado e nem que será expulso do quadro de sócios do clube.
Não consegui definir bem ao certo qual é o objetivo do sócio Cyborg ao convocar esta reunião, que se repetirá e novamente todos os membros das organizadas serão convidados, além de outros representantes do quadro de sócios do clube,sejam conselheiros ou não.
Também não consegui definir bem ao certo o porque deste convite aos membros das organizadas, até porque existe um Movimento que tem como objetivo expulsar Nesi e Dualib do clube composto, por integrantes da maior organizada e apoiado pelas demais organizadas e acredito que nada o demoverão deste objetivo.
O processo de expulsão de Nesi e Dualib tramita internamente no clube, resta a convocação do Conselho para deliberar sobre este tema.
De minha parte, não recuo um milímetro do que penso. E gostaria de vê-lo expulso do clube, assim como Dualib e também Carla.
Quando ele afirma que “seu único erro foi ter aceitado receber por fora”, ele se esquece que seu cargo dentro de clube, como de outros, era “não remunerado”. E se o CORI na época tomou conhecimento desta aberração, é lamentável.
E com a agravante. Pelo que foi investigado, as notas não eram emitidos pela sua pessoa jurídica e sim por outras empresas, o que configura sim a emissão de notas frias.
A parte mais cômica foi no momento em que, ao afirmar que a porta da sua sala vivia constantemente aberta, que só a fechava para receber “sua namorada”, eu o alertei que ele fora flagrado numa filmagem. Ele apenas riu.
E tudo terminou em pizza.
Que dado o avançado da hora e também da fome, comi bastante.
Preciso maneirar. Estas reuniões gastronômicas do Corinthians ainda vão me afastar da minha boa forma física.
Por Haroldo Dantas (advogado, sócio do clube)
Paulinho
Acabei de ser informado acerca desse seu post e vim aqui conferir.
Confesso que não entendi o título “Reunião da Vergonha”???
Penso que você, como aspirante a jornalista sério, deveria ter mais cuidado com as palavras.
Deveria ser sério, transparente e coerente nas colocações e, acima de tudo, não ter medo nem curiosidade de falar com personalidades da história, ainda que hoje elas estejam jogadas na vala comum como é o caso do Sr. Nesi Curi.
Estive lá sim, e não tenho porque esconder o fato.
Tive curiosidade de saber o que ia “rolar”.
Fui convidado e fui lá conferir.
Não me acovardei.
Creio que quem busca a verdade não poder se limitar a ouvir fontes.
Se tiver oportunidade tem de ir nos personagens dos fatos.
Agora, para matar a sua curiosidade, revelo que a conversa, apesar de passar ao largo do que realmetne me interessava, foi interessante, notadamente pela motivação do encontro.
O Sr. Nesi pretendeu contar a sua versão das coisas.
E contou.
Agora, o acreditar, ficou sob o crivo da inteligência de cada um dos partícipes da conversa.
O julgamento fica sob o encargo da Justiça.