
Existem casos que não consigo digerir com facilidade.
Tenho por formação a definição de opinião.
Não sou de ficar em cima do muro.
Não é o que acontece com algumas pessoas.
São os chamados “hímens complacentes”
É o caso do deputado Aldo Rebelo.
Durante a CPI que investigou a cartolagem, chegou a chamar Eurico Miranda de bandido.
Algum tempo depois lá estava ele recebendo homenagens no Vasco da Gama das mãos do mesmo Eurico.
Meu fígado não suportaria.
Agora é o caso de Osmar de Oliveira.
Ele foi homenageado pelo Corinthians com a “eternização” de seu nome em um moderno Centro de Recuperação inaugurado no Parque São Jorge.
Justa a homenagem.
Osmar de Oliveira é corinthiano e trabalhou por anos no clube.
No recente lançamento do livro “Condenado a Falar”, de Jorge Kajuru, tive uma longa conversa com ele.
Um dos assuntos foi a política interna do Corinthians e seus personagens.
Ouvi da boca do Dr. Osmar histórias escabrosas sobre o presidente do Corinthians.
Contei para ele o que eu sabia.
Ele não só confirmou o que falei como enfatizou que eu tinha razão.
Falou também sobre a figura nefasta que é Wadih Helou.
Eis que, menos de seis meses depois de nossa conversa, Dr. Osmar de Oliveira é homenageado por Andres Sanchez e Wadih Helou.
Confesso não ter entendido nada.
Acreditei que depois da conversa que Osmar de Oliveira teve com um amigo antigo, em que demonstrou arrependimento por algumas posturas que tomou nos últimos anos, não mais repetiria algo semelhante.
Vejo que me enganei.