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O golpe dos títulos remidos

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Existe um enorme movimento de torcedores para que as eleições corinthianas aconteçam pelo voto do associado.

Andres Sanchez e os “amigos de Kia” sempre foram contra.

Para a imprensa dizem ser a favor.

Nos bastidores, em ligações para conselheiros, falam a verdade.

Mesmo assim eles temem não conseguir segurar o clamor popular.

E já estão se articulando para essa eventualidade.

No Corinthians existem muitos títulos remidos que não estão sendo utilizados, mas que juridicamente teriam direito a voto.

Os “amigos de Kia” fizeram esse levantamento.

De maneira sorrateira, estariam agraciando seus amigos e comparsas, muitos eles de organizadas, com esses documentos.

Alguns casos chegam a ser vergonhosos, como o do vice-presidente de futebol, Mario “Detran” Gobbi.

Segundo soube, Gobbi foi beneficiado por um título remido de um antigo associado.

O correto seria que ele, como associado recente, cumprisse as carências necessárias, previstas pelo estatuto do clube, antes que pudesse ser conselheiro ou ocupar cargo de relevância no Corinthians.

Não foi o que aconteceu.

De maneira absurda ele usufruiu do tempo de carteirinha do antigo proprietário.

Partindo desse princípio, um torcedor bandido das organizadas que adquirir um desses títulos pode ser candidato a presidente do clube já na eleição subseqüente.

Sem que tenha que cumprir os prazos discriminados pelo estatuto.

É a maneira que os “amigos de Kia” estão encontrando para driblar as regras e favorecer membros de organizadas dentro do clube.

Isso é inadmissível.

Esses títulos têm que ser bloqueados e analisados pelo conselho.

A situação de Mario “Detran” Gobbi, vice-presidente de futebol do clube seria completamente irregular.

Seu título tem que ser cassado para que sirva de exemplo.

O novo estatuto não pode ser votado sem que essa questão seja avaliada.

Sou a favor das diretas.

Mas não posso aceitar que essa diretoria se aproveite disso para fazer sacanagem.

Alguns conselheiros sugeriram algo que considero pertinente.

Pedem que a diretoria de Andres Sanchez apresente publicamente a lista dos eleitores com direito a voto em uma possível eleição direta.

Com a lista em mãos poderiam avaliar caso a caso a situação legal dos eleitores.

Isso sim é transparência.

Por que não fazem?

A resposta é obvia.

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