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Roger Machado e o racismo estrutural

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Da FOLHA

Por TOSTÃO (trecho da coluna)

Uma das razões de tantos protestos, vaias e demissões de treinadores no futebol brasileiro é a ilusão de que os técnicos possuem a chave do jogo.

É como se tudo o que acontece no gramado fosse por causa das ações dos treinadores.

Eles são importantes, algumas vezes mudam a história do jogo, mas são excessivamente valorizados nas vitórias e desvalorizados nas derrotas.

No São Paulo, Roger Machado foi bastante criticado antes mesmo de sua estreia, por causa da saída do antecessor Hernán Crespo –que tinha uma boa média de resultados– e porque não tem um prestígio consolidado.

Muitos torcedores acham que ele é pouco prático e dá muitas explicações incompreensíveis.

Pode haver nessa recusa um racismo estrutural, uma absurda visão, inconsciente ou não, de que Roger, por ser negro, não teria conhecimentos para comandar uma grande equipe.

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