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Documentário sobre Ronaldinho Gaúcho é decepcionante

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Chapa branca, abordando polêmicas sem o devido aprofundamento — apenas para transmitir uma falsa impressão de imparcialidade —, o documentário sobre Ronaldinho Gaúcho, disponível na Netflix, é decepcionante.

Nada que não fosse esperado.

Seria impossível contar com a participação do ex-jogador, assim como de seu núcleo familiar, sem que as condições impostas pelo irmão Assis, que também é seu agente, fossem atendidas.

Quem já negociou com ele o conhece bem.

Assis, para que o leitor compreenda melhor, é uma espécie de “Neymar pai” de Ronaldinho.

Não se trata, evidentemente, de elogio.

O documentário, além de não se aprofundar nas diversas polêmicas envolvendo o ex-atleta — a prisão no Paraguai, por exemplo, segue mal explicada —, também falha ao dimensionar o quão espetacular Ronaldinho foi como jogador de futebol.

Há poucas imagens de suas atuações, sendo a maioria delas — quase todas — exaustivamente conhecida do público em geral.

Inéditos e de boa qualidade são apenas os registros da infância.

Ronaldinho merecia um documentário melhor, mais aprofundado, sem a preocupação — evidente ao longo do filme — de minimizar a relação deletéria com o irmão Assis, tratado como se fosse uma grande referência moral do ex-jogador.

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