
O balanço financeiro do Corinthians, prestes a ser votado no Conselho Deliberativo do clube, inclui os números da Arena de Itaquera, ainda que os trate sem o devido aprofundamento.
As atas das recentes assembleias do Arena Fundo e do FIP SCCP, responsáveis por controlar receitas e despesas do estádio, escancaram a ausência de auditoria nos últimos três anos, período em que estiveram sob gestão da REAG/PCC.
Ainda assim, de forma irresponsável, a diretoria alvinegra concedeu quitação irretratável — abrindo mão de questionar eventuais falcatruas do passado — a essa contabilidade.
É como se estivesse de rabo preso com o sistema que, sob nova roupagem, permanece pilhando o patrimônio corinthiano.
A anuência a esse descalabro, porém, serve apenas como tentativa de resguardar a REAG de eventuais problemas jurídicos, não podendo servir de parâmetro — nem de regramento — para que o Conselho trate números não investigados como verdade absoluta.
Não são.
É impossível, em um contexto de honestidade, aprovar as contas do Corinthians sem que as do Arena Fundo sejam devidamente auditadas.
Como o prazo para isso ultrapassaria o estabelecido pelo Governo, não há alternativa que não seja a reprovação.
Impõe-se, então, a retirada do presidente — negligente e conivente — para, na sequência, esmiuçar os rolos dos fundos, entre os quais aplicações suspeitas em veículos da própria administradora e a utilização de recursos do Corinthians para a compra, não autorizada, de um imóvel no bairro da Mooca — operação desfeita logo após a revelação do Blog do Paulinho.