
Ontem, um grupo de conselheiros e associados do Corinthians, liderados por Roque Citadini, protocolou pedido de impeachment do presidente Osmar Stabile, elencando deslizes e ilegalidades cometidos pela gestão.
A íntegra do documento pode ser conferida no link abaixo:
Íntegra do pedido de impeachment contra o Presidente do Corinthians –
Pouco depois, Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo, encaminhou a manifestação à Comissão de Ética, a quem cabe verificar se, de fato, ocorreram as infrações ao Estatuto apontadas.
Desde então, o grupo Renovação e Transparência se agarrou à oportunidade.
Em eventual votação de impeachment no Conselho, os votos do grupo, assim como ocorreu nas recentes eleições presidenciais, podem decidir o destino do comando alvinegro.
Stabile está politicamente fragilizado.
O cartola tem como certo apenas o apoio da União dos Vitalícios — e de suas chapas satélites, como a comandada por Antonio Rachid — que beijam as mãos do capo Paulo Garcia, dono da Kalunga, empresa investigada por corrupção pelo Ministério Público.
E o Centrão?
A negociação será difícil e implicará na cessão de novos cargos e funções remuneradas relevantes.
Vale lembrar que, pela cadeia de comando, se Stabile cair, a presidência passará a Armando Mendonça, o vice, membro do grupo que parasita o poder desde 2007.
Diante da possibilidade de indefinição no resultado da votação do Conselho, a Renovação e Transparência joga com o comprometimento de Stabile — e de seu grupo — de apoiar a absolvição interna de Andrés Sanchez, implicado pela Comissão de Ética e réu na Justiça por desviar dinheiro do Corinthians por meio da utilização indevida de cartões corporativos.