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Reunião ilegal do Conselho abre caminho para Intervenção Judicial no Corinthians

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Ontem, o presidente Osmar Stabile, sob comando do grupo “União dos Vitalícios” — ou seja, de Paulo Garcia, dono da Kalunga —, amparado em interpretações jurídicas absolutamente criativas do Centrão, liderado por Felipe Ezabella, levantou a lona e transformou o Conselho Deliberativo do Corinthians em um picadeiro.

A ilegalidade predominou desde a convocação da reunião, passando por sua continuidade após o encerramento formal por quem a presidia, até a condução dos trabalhos pelo filho do atual diretor de finanças — subordinado de Garcia no clube e também em sua vida profissional.

Não se trata, evidentemente, de discutir se Romeu Tuma Junior deveria ou não ser afastado — e ele seria, como se observa na votação, caso esta seguisse os ritos estatutários —, mas sim de fazê-lo em desconformidade explícita com o que determina o Estatuto.

Um golpe, evidentemente, com a conivência de todos os conselheiros presentes, que sabiam, de antemão, das irregularidades.

Porém, tudo indica que será vencer e não levar.

Primeiro, pela grande possibilidade de reversão judicial do procedimento.

Depois, pelo fato de o MP-SP ter acompanhado formalmente o ocorrido e, no âmbito de pedido de intervenção judicial, solicitado as atas e demais documentações dos procedimentos recentes do Conselho corinthiano.

Tomara que a burrice de Stabile sirva, desta vez, para alguma coisa.

A intervenção tende a afastar o Corinthians deste círculo vicioso de parasitas e seus mantenedores, introduzindo-o em um ambiente de austeridade, preparatório para que ocorram as mudanças necessárias, a fim de que o enorme potencial da agremiação seja, enfim, administrado com respeito e profissionalismo.

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