
Ontem, após novo vexame, ao perder por 2 a 1 para o rebaixável Internacional, na Vila Belmiro, o Santos demitiu o treinador Juan Pablo Vojvoda, o menos culpado de toda a desgraça.
Talvez, se tivesse se negado a escalar — porque foi obrigado a fazê-lo — famosos ex-jogadores ainda em atividade, tivesse saído antes.
Falamos, evidentemente, de Neymar e Gabigol.
A culpa maior, por óbvio, é de quem trabalhou pelas contratações a preços absurdos, sem que as peças rendessem há alguns anos.
São eles Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos.
O primeiro é um cartola com a cabeça nos anos 90, cercado de bajuladores — alguns criminalmente perigosos —, que, novamente, entregará o clube ao sucessor em situação pré-falimentar.
Mattos, por sua vez, é notoriamente ligado a intermediários da bola, aos quais trata com agrados provavelmente retribuídos.
Tudo isso recebendo salário altíssimo.
A saída de Vojvoda enganará por algum tempo, até que a realidade prevaleça, em uma espiral de incompetências e nebulosidades da qual o Santos, há tempos, não consegue escapar.