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Conselheiros protegem privilégios eleitorais no Corinthians

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No próximo dia 9, o Conselho Deliberativo do Corinthians votará alterações estatutárias sugeridas em reuniões temáticas ocorridas ao longo dos últimos meses.

A mais relevante delas — aquela que poderia mudar o rumo político de Parque São Jorge — dificilmente vingará.

Três propostas foram apresentadas sobre o tema.

A primeira cria o direito de voto aos torcedores, mas estabelece uma exigência que, na prática, empurra sua efetividade para um futuro distante: a necessidade de quatro anos de adimplência no Fiel-Torcedor, além de quatro anos de pagamento da taxa equivalente a um quarto da mensalidade patrimonial só passariam a contar a partir da criação formal da nova categoria.

Ou seja, todo o histórico anterior simplesmente deixaria de existir para fins políticos.

Ainda que alguém esteja há anos contribuindo com o programa, seria obrigado a reiniciar o ciclo.

Na prática, o voto do torcedor só se tornaria realidade por volta de 2030, preservando, até lá, o domínio do colégio eleitoral tradicional.

A segunda proposta altera radicalmente esse cenário ao criar uma regra de transição que reconhece os últimos quatro anos de vínculo com o Fiel-Torcedor para a eleição imediatamente seguinte à aprovação da reforma, dispensando, nesse primeiro momento, o pagamento da taxa adicional exigida dos patrimoniais.

Em síntese, permitiria que o novo eleitorado participasse do próximo pleito.

Seria o mais adequado.

A terceira alternativa, preferida por conselheiros, mantém o cenário atual, sem conceder qualquer direito político ao torcedor.

Em síntese:

A mudança no Corinthians, tudo indica, somente ocorrerá quando o poder deixar de estar acessível aos conselheiros.

Ou seja, no limite da falência — financeira, institucional e moral.

Seja por SAF ou por intervenção judicial.

O que se observa agora é puro fingimento: privilegiados decidindo, “democraticamente”, se abrirão mão de seus próprios privilégios — o que, salvo grande surpresa, obviamente não acontecerá.

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