
Há muitos anos — décadas, na verdade — os clubes de futebol, quando algum jogador comete indisciplina, seja ela de qualquer natureza, anunciam punições financeiras, como descontos salariais que, na prática, quase nunca se concretizam.
A imprensa ajuda a divulgar a farsa, ainda que todos conheçam a realidade.
Enfim, uma agremiação decidiu agir com seriedade.
O Bragantino divulgou a punição do zagueiro Gustavo Marques, que atacou com misoginia a árbitra Daiane Muniz: multa de 50% do salário e suspensão por uma partida.
Porém, diferentemente do que ocorria no passado, o dinheiro será doado à ONG Rendar, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade.
Ou seja, matou a cobra e mostrou a cobra morta.
Que sirva de exemplo aos demais clubes e de aviso aos jogadores para que, se ainda preconceituosos, busquem ajuda para se educar — nem que seja, a princípio, pela preservação do próprio bolso.