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Corinthians e a segregação no Parque São Jorge

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Por ARQUIBANCADA 85*

O aumento nos valores de título e manutenção imposto pela administração do clube vai além da justificativa de que é uma necessidade para manter o clube funcionando.

É, antes de mais nada, uma questão política.

Com o reajuste, a arrecadação não vai aumentar. Muitos sócios deixaram de pagar a manutenção devido ao impacto no orçamento da família ou do indivíduo.
Em ano de eleição, esse fato vai influenciar no resultado do pleito, diminuindo ainda mais o colégio eleitoral que decide uma eleição que é do interesse de mais de 35 milhões de corinthianos.

Os mais de 3000 sócios remidos, que nada pagam para usar o clube, muitos desses donos de pedaços do clube, usados com exclusividade por “turmas” que se formam para usufruir de “clubes particulares” e que decidem eleições por apoio a A ou B, e nenhum candidato tem coragem de mexer com os privilégios dessas turmas, engessando o futuro do Corinthians num ciclo vicioso infinito, numa dança das cadeiras sempre em favor dos mesmos, hora um grupo vence, hora outro, sempre em conchavos desses que se apossaram do Corinthians e não largam o osso.

Existem muitas áreas do clube sem utilização. Uma administração eficiente pode trazer novas ideias para utilizar essas áreas com retorno financeiro para o clube, mas isso mexe com os senhores feudais, donos dessas áreas e que querem que o futebol, que é sustentado pela Fiel Torcida, continue bancando suas mordomias e privilégios.

A entrada de novos sócios, principalmente torcedores corinthianos, incomoda esses grupos, invertendo a própria razão do clube social, idealizado para ser um local de lazer e prática de esportes amadores por corinthianos de todas as partes.
Eles não querem chinelo de dedo, num clube de origem popular, da zona Leste, que tem em seu DNA o Povo Corinthiano.

Esse quadro só vai mudar quando a administração e orçamento do futebol, repito, que só existe graças a Fiel Torcida, seja separada da administração do clube, que deve encontrar maneiras de ser auto sustentável, e para isso, necessita de uma administração voltada para sustentar o clube social, com coragem para mudar a arcaica forma de administração existente.

Corinthians para todos os corinthianos!


*ARQUIBANCADA 85 é um grupo político do Corinthians que concorreu – e seguirá disputando – as eleições para o Conselho Deliberativo do clube

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