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O Sistema venceu as eleições do Corinthians

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Osmar Stabile, que ocupava interinamente a presidência do Corinthians, venceu as eleições indiretas e seguirá no cargo até o fim de 2026.

Foram 199 votos, contra 50 de Roque Citadini e apenas 14 de André Castro.

Houve um voto em branco.

No total, participaram 264 conselheiros, de um universo de 299.

É o triunfo do Sistema.

Durante toda a semana, Stabile transformou em seus votos, por meio de promessas de cargos e empregos, apoios que antes estavam comprometidos com adversários.

Para a vice-presidência do Conselho — e, consequentemente, a presidência do Conselho de Ética — foi eleito Leonardo Pantaleão, ex-diretor jurídico de Augusto Melo.

O que isso significa?

Salvo traição após a posse definitiva, Romeu Tuma Junior passa a deter o poder supremo em Parque São Jorge.

Terá influência sobre o presidente da diretoria, sobre o Conselho Deliberativo e também sobre a Comissão de Ética — presidida por Pantaleão, seu aliado, indicado por ele a Melo —, responsável por processar, em regra, opositores da diretoria.

O Corinthians perdeu, talvez de forma derradeira, a chance de ter Roque Citadini — o candidato anti-sistema — no comando máximo do clube, assim como desperdiçou a oportunidade de antecipar a resolução de seus graves problemas.

Azar do clube.

O futuro, dentro desse contexto — de um presidente submisso — não parece promissor.

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