
No desespero, a Portuguesa vendeu-se, em formato de SAF, ao primeiro espertalhão — mais interessado na especulação imobiliária de um terreno ao lado da Marginal Tietê do que em investir em um clube de futebol que, apesar de histórico, possui torcida pequena e, ao menos por ora, não teria capacidade de gerar retorno financeiro.
A maior comprovação disso foi o recente jogo em que houve distribuição de ingressos gratuitos.
O prometido aporte de R$ 1 bilhão, conforme amplamente demonstrado em portais sérios, é pura lorota.
Nem meio por cento desse valor, se fosse verdadeiro, iria para o futebol.
Com essa gente no comando — principalmente Alex Bourgeois, especializado em fracassos esportivos — o calvário persistirá.
O caminho, talvez, seja o torcedor pressionar para que se resgate o comportamento que sempre salvava a Lusa: mesmo com poucos recursos, o clube igualava-se em qualidade a seus adversários por meio do fomento às categorias de base.
Além de baratear o custo do futebol, a Portuguesa veria em campo jogadores estimulados, com a possibilidade de que, entre eles, surjam dois ou três que, se bem vendidos, poderiam gerar um aporte financeiro que, utilizado exclusivamente para fins esportivos, daria início à sonhada retomada.
A realidade atual é:
- 12ª colocação do Paulistinha (eliminada na primeira fase;
- eliminada na 1ª fase da Copa do Brasil;
- eliminada na 2ª fase da fraquíssima Série D do Brasileirão;
- não disputar a Copa Paulista
Este é o padrão Bourgeois de qualidade, mas não deveria ser o da Portuguesa, sonho prometido, e até o momento não cumprido, pela SAF.