
Rozallah Santoro, diretor de finanças da gestão flagrada em furto qualificado no Corinthians — ocupava o cargo durante o desvio de dinheiro da Vai de Bet — será o representante alvinegro na reunião que discutirá o fair play financeiro na CBF.
Por quê?
Trata-se de cálculo — e risco — político de Osmar Stabile, presidente interino do clube, que precisa do apoio do Centrão para tentar permanecer no cargo.
Também é a constatação de que Emerson Piovesan, listado no site do Corinthians como “diretor financeiro”, não passa de mero laranja — neste caso, para atender aos interesses de Paulo Garcia, dono da Kalunga.
Triste realidade.
Santoro, que tem um parente bem empregado há anos em Parque São Jorge, é fruto de manobra para burlar o estatuto, que impede ex-diretores de ocuparem cargos por determinado período após afastarem-se de suas funções.