
Chupim do Corinthians há décadas, os Gaviões da Fiel sempre foram fiéis ao grupo Renovação e Transparência — até perceberem a mudança de ares e venderem-se ao lado oposto: o da associação criminosa entre cartolas do clube e o crime organizado.
Em ambos os períodos, o dinheiro falou mais alto.
Se com Augusto Melo receberam o patrocínio da Vai de Bet — que, em um único dia, pagou-lhes o equivalente a três anos do acordo anterior —, além da manutenção do esquema de cambismo, no passado o preço cobrado também foi elevado.
Ingressos a rodo, viagens, estadias — e até a doação de uma renda milionária — aconteceram.
No dia 29 de novembro de 2009, o Corinthians perdeu para o Flamengo por 2 a 0, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O jogo foi disputado no Brinco de Ouro, estádio do Guarani.
25.775 pessoas proporcionaram uma arrecadação de R$ 723.800,00.
Corrigido pela inflação: R$ 2.119.360,16.
Todo o dinheiro foi doado à “organizada”.
A justificativa: premiar o trabalho da escola de samba, que estaria divulgando a marca do clube.
O Conselho Deliberativo do Corinthians, em nota, afirmou que investigará todos os valores recebidos — e devidos — no relacionamento entre o clube e as facções organizadas.
Leia-se: Gaviões da Fiel — porque o restante, convenhamos, não possui relevância.
Se, de fato, levada a cabo, a apuração revelará muito mais do que a dívida recente, que já ultrapassa R$ 500 mil em mensalidades do Fiel Torcedor.