
Há alguns meses, quando afirmou estar tentando concorrer à presidência da CBF, em aparente indignação por não conseguir atingir o objetivo, Ronaldo “Fenômeno” disparou:
“Não tem nenhuma chance de reforma no futebol brasileiro. Eu diria que muda a página, mas o livro é o mesmo, é tudo farinha do mesmo saco.”
A crítica, evidentemente, era dirigida à cartolagem.
Ontem, como se nada houvesse acontecido, Ronaldo posou ao lado de Samir Xaud, novo presidente da Casa Bandida — com quem, em tese, disputaria a eleição —, numa clara tentativa de aproximação.
E isso apesar de saber, porque é bem informado, do triste passado do dirigente.
Ronaldo não muda.
Seus registros ao lado da má cartolagem e de Aécio Neves já indicavam, há tempos, seus reais interesses.
De louvar apenas o acerto em colocar a todos como “farinha do mesmo saco” — faltou apenas incluir-se entre eles.