As bases do patrocínio do Corinthians com a Adidas estão sacramentadas: R$ 100 milhões em luvas, R$ 85 milhões anuais e uma data limite para a entrega de produtos.
Ainda existem outras cláusulas que podem elevar, talvez, os valores recebidos.
A Nike, que atualmente paga R$ 30 milhões por ano ao clube, já foi notificada.
Poderá igualar a proposta — e, assim, permanecer no Timão — ou acionar a agremiação na Justiça, caso entenda ter sido passada para trás em uma negociação iniciada antes da notificação formal, exigida contratualmente.
Até aqui, o jogo é claro.
A dúvida recai sobre a intermediação.
Entre os negociadores do Corinthians está Adriano Monteiro Alves, irmão de Duílio “do Bingo”, um dos responsáveis pela “parceria”, na gestão anterior, com a picareta TAUNSA.
Trata-se de uma temeridade.
Há quem diga que os Monteiro Alves se beneficiaram enquanto o clube era lesado pela ex-patrocinadora.
O histórico de “espertezas” empresariais e traições políticas os precede.
Há décadas, vítimas dos seus bingos buscam ressarcimento — inclusive funcionários mais humildes.
No Corinthians, Duílio abandonou Andrés Sanches na primeira curva, nomeando como diretor jurídico o advogado que havia ingressado na Justiça pedindo o afastamento do ex-presidente.
Nesse meio-tempo, surgiu a TAUNSA — lavada por Adriano.
Depois, os Monteiro Alves votaram em Augusto Melo para presidente e em Tuma Júnior para o Conselho, traindo Jorge Kalil, que pertence à mesma chapa que eles.
Agora, apoiam a gestão daquele que derrubou o mandatário anterior.
“Siga o dinheiro” é um termo comumente usado por investigadores como caminho para elucidar certos crimes.
Para alguns, porém, trata-se apenas de estímulo — social e profissional.
