
Detentor apenas da sexta folha salarial entre os clubes brasileiros, jogando com o estádio do Morumbi sempre com grande público, sem a necessidade de reservar parte da renda para quitá-lo, como ocorre com o Corinthians, ou para alugá-lo, caso do Flamengo, como explicar o caos financeiro em que foi colocado o São Paulo?
Entre janeiro e setembro, o Tricolor acumulou déficit de R$ 191 milhões, período em que a dívida cresceu de R$ 666 milhões para R$ 886 milhões.
Só há duas justificativas possíveis: péssima administração ou corrupção.
O presidente do São Paulo, que largou emprego na Record com salário próximo dos R$ 200 mil para assumir o clube, em tese, por apenas R$ 30 mil mensais, precisa explicar não apenas o que aconteceu com as finanças da agremiação como também qual mágica encontrada para sobrevivência pessoal com tamanha redução de vencimentos.
Uma coisa pode estar ligada com a outra.
Ou não.
Talvez os itens que indicam pendências com agentes de jogadores – algumas de empréstimos, reconhecidos ‘doadores’ de cartolas, possam ajudar a elucidar alguns comportamentos.
O anúncio de que o clube contratou empresas para equacionar as contas no futuro não pode obstar minuciosa investigação do passado e a consequente punição dos responsáveis pela perda de tanto dinheiro.