
Durante todo o dia de ontem, a imprensa foi induzida a erro ao acreditar que o nome do torcedor que atirou a cabeça de porco no estádio de Itaquera em meio à partida entre Corinthians e Palmeiras era Rafael Modilhane.
Não era.
O Instagram, com as imagens do marginal comprando o pedaço do animal estava correto.
Porém, o nome do perfil é fake.

Osni Fernando Luiz, 35 anos, é o ‘cicatriz’.
Nascido em 29 de janeiro de 1989, morador do bairro do Mandaqui, zona norte de São Paulo (o endereço será preservado).
A ocultação da verdadeira identidade e o fato dele, em todas as fotos da rede social, esconder o rosto, é justificável.
Não por qualquer cicatriz, como insinua o apelido, mas pela extensa ficha criminal, com dezenas de passagens pela polícia, condenações e prisões.
As peripécias acolhem suspeitas e comprovações de crimes diversos.
Roubo, furto, envolvimento com drogas, estelionato, estupro, agressões (inclusive ao pai), etc.
Osni ‘cicatriz’ é membro dos Gaviões da Fiel e na maioria dos casos foi defendido por Ricardo Cabral, advogado da facção ‘organizada’.
É presença certa em todos os jogos do Corinthians, inclusive no exterior – chegou a ser preso na Argentina, por exemplo.
Os ingressos e hospedagens (em alguns casos nos hotéis dos jogadores), segundo fontes, seriam facilitados pela diretoria do Timão.

Osni faz parte da tropa de choque do presidente Augusto Melo desde as eleições de 2020 (antes bajulava a diretoria anterior); em 2023, provavelmente orientado, participou do cerco a Duílio ‘do Bingo’, em Parque São Jorge, que quase resultou em agressão.
Na sede social do Corinthians é conhecido, sob proteção da cartolagem, por barbarizar.
Há relatos de suspeitas de furtos, agressões, venda de produtos piratas com a marca do clube, além de consumo de drogas.
À polícia, numa de suas prisões, confessou o uso de maconha.
‘Cicatriz’ tem entrada liberada em camarotes do estádio de Itaquera, inclusive no famoso ‘FielZone’, com direito a pulseira VIP fornecida pela gestão.
No episódio da ‘cabeça de porco’, para não sofrer sanções esportivas e judiciais, incluindo pesada multa, o Corinthians é obrigado a fornecer a identidade do responsável pela delinquência.
Até o momento, Augusto Melo e seus cartolas seguem calados.
Prejudicam o clube para proteger o comparsa.
Osni, além de sócio dos Gaviões da Fiel e membro do grupo do presidente, é sócio do Corinthians.