
Independentemente de qualquer relatório de inquérito ou decisão judicial, existe uma certeza: dinheiro do Corinthians foi pago indevidamente a um intermediário que não intermediou, conforme confessado, em depoimento, pelo próprio.
Desvio, furto ou roubo, para ficarmos na linguagem mais popular.
As evidências são contundentes.
Alex Cassundé recebeu apenas R$ 1,4 milhão da quantia a que, segundo narrativa dos cartolas do Corinthians e contrato firmado entre o clube e a ‘Vai de Bet’, teria direito.
O suposto calote se estende por vários meses.
Não há sequer uma notificação extrajudicial de cobrança contra o clube, muito menos ação de execução formulada pelo suposto intermediário.
Quem abriria mão de receber R$ 25 milhões?
Outro ‘batom-na cueca’ é o fato da diretoria alvinegra não processar a casa de apostas, que, oficialmente, rompeu acordo com com Timão utilizando-se de cláusula anti-corrupção.
O silêncio pode ser encardo como confissão?
Ou é medo de se indispor com parceiro do suposto crime investigado?
O pagamento de comissão a Cassundé, que, provavelmente, seria retornado aos verdadeiros embolsadores, somente cessou porque descoberto pela imprensa.
Não fosse isso, o golpe ainda estaria em curso.
Compliance ‘nas coxas’, Comissão de Ética sem enxergar o que está à vista e o presidente do Conselho tratando o caso como oportunidade completam a trama dantesca.
Na próxima reunião Deliberativa, os que não fazem parte da partilha deveriam, mais do que votar pelo impeachment do Presidente, exigir que os protagonistas retornem o dinheiro, pelas razões expostas, aos cofres do Corinthians.