Durante anos, o futebol feminino do Corinthians, chefiado por Cris Gambaré – agora na CBF, blindou-se de qualquer ligação com a política do clube, resultando num Oasis administrativo sem precedentes na categoria.
Nunca houve, nas Américas, equipes melhores que as formadas pelo Timão.
Não à toa, o Corinthians é a base da Seleção Brasileira que eliminou a campeã mundial Espanha e conquistou a medalha de Prata nas Olimpíadas diante da potência Estados Unidos.
Acreditava-se que nem mesmo um desastre, como é a gestão Augusto Melo, poderia comprometer o departamento.
Ledo engano.
Com Gambaré fora da administração, Iris Sesso, parente de histórico conselheiro que apoiou a eleição dos atuais dirigentes, foi alçada de auxiliar para Diretora do Futebol Feminino.
Sem a mesma força da antecessora, perdeu autonomia.
Sesso se reporta diretamente a Marcelo Mariano, que é, de fato, quem comanda o departamento.
A queda de qualidade é notória.
Ainda por conta das jogadoras que seguem no clube, herança dos tempos de Gambaré, o Timão mantém a liderança do Brasileirão, sem, porém, encantar como no passado.
Anteontem, as Brabas levaram sete a dois do Cruzeiro, que ocupa a zona intermediária da tabela.
Há relatos de que as condições ofertadas pelo clube às atletas são varzeanas, com vestiários sem aclimatação e banheiros insalubres.
Ao contrário delas, Marcelinho não tem do que reclamar.
Todos os negócios do departamento passam por ele.
Quem acompanha o caso ‘Vai de Bet’ sabe bem o que isso pode significar.
A diretora ‘oficial’ não faz nada sem antes beijar as mãos do CEO informal, que, em Parque São Jorge, obedece apenas a dois senhores: Augusto Melo, o presidente, e Osmar Stabile, vice, que é quem lhe garante os sustento, há décadas, fora do Corinthians.
