
Antônio Castanheira, presidente da Portuguesa, concedeu, durante a semana, curiosa entrevista ao Globo Esporte.
Entre diversas mentiras, das quais a que estaria pagando em dia os compromissos do clube – basta conversar com a Dra, Gislaine Nunes, advogada dos clientes que, somados, detém o maior passivo da agremiação, para desmarcara-lo -, o cartola emendou:
“O projeto (de SAF) se chama Real Sociedade Portuguesa de Desportos”
“Eu passaria o bastão e seria o CEO por um determinado tempo”
“O Conselho Administrativo seria profissional, o Conselho de Orientação Fiscal também seria profissional e haverá uma auditoria externa”
Trata-se, escancaradamente, de um golpe.
Ao se autodeterminar CEO de uma operação que sequer estaria sacramentada, Castanheira deixa claro que tratar-se-ia de uma das ‘imposições’ para a Lusa conceder o futebol ao possível comprador.
Na prática, o novo presidente do clube – como comprova o caso do Vasco da Gama – mandaria somente na parte social, cabendo ao esperto cartola, sem a necessidade de batalhar por votos, a lucrativa cereja do bolo.