
Em lúcida entrevista ao UOL, Luis Claudio da Silva, filho do Presidente Lula, gestor de futebol do Parintins (Amazonas), tocou o dedo na ferida em assuntos espinhosos do futebol.
Dentre os quais o curso obrigatório de treinadores da CBF.
Lulinha deixou claro que as aulas, ministradas por empresa terceirizada, apesar de caras (R$ 10 mil por uma semana de ‘aprendizado’) são precárias.
A CBF, por exemplo, ensina que não são adequados treinamentos específicos de fundamentos com jogadores mais jovens, mas inseri-los em meio a outras práticas.
Não à toa o péssimo nível, a cada geração, dos atletas que surgem como profissionais.
Se vivo, Telê Santana, para a nova CBF, estaria fora do mercado.
Outra observação relevante, que serve tanto para o trabalho da Casa Bandida quanto para os clubes, é a subversão dos objetivos das categorias de base.
Em vez de revelar jogadores, as agremiações buscam troféus, o que acaba por eliminar jovens franzinos, ainda que com potencial, cedendo vaga aos grandalhões.
Em síntese, são ruins tanto a preparação de atletas quanto a de treinadores, com resultados vistos a olhos nus por um país que, há tempos, perdeu relevância num esporte que dominava.
Lulinha foi corajoso.
A maioria dos cartolas e treinadores adere ao conivente silêncio que facilita a vida da cartolagem infelicitadora do futebol brasileiro.