
Na última quinta-feira (21), o Blog do Paulinho revelou que os agentes de jogadores Augusto Melo e Rubão, desde antes das eleições, apesar de dizerem que somente venderiam Moscardo pelo valor da multa (próxima dos R$ 400 milhões), negociavam o atleta por valores menores com o PSG.
A cronologia foi a seguinte:
18 de Agosto
Augusto Melo e Rubão visitaram o PSG sob pretexto, improvável, de conhecer o trabalho de base da equipe no futebol feminino.
25 de novembro
Augusto Melo vence as eleições do Corinthians
01 de dezembro (seis dias após a vitória de Augusto)
Dirigente do PSG chega ao Brasil para assistir a jogos de Moscardo.
19 de dezembro
Augusto Melo diz que venderá Moscardo; a proposta gira em torno de R$ 100 milhões (R$ 300 milhões a menos do que a multa)
26 de dezembro
Negociação de Moscardo é sacramentada em quase R$ 100 milhões, porém com pagamento dividido ao longo de 04 anos.
Por que Augusto Melo, sabedor de que venderia o jogador, disse que somente o faria pela multa, embora negociasse por valor muito abaixo?
O golpe seria fazer Duílio ‘do Bingo’, atual presidente, mesmo sem participar das tratativas, assumi-las, assinando as papeladas da transação.
Augusto poderia dizer que a venda abaixo do valor correto teria acontecido ‘na administração anterior’.
Duílio não caiu no conto.
Agora, Melo sequer poderá argumentar que a diminuição de valor era necessária, como vem discursando seu diretor de finanças, por conta da necessidade de fazer caixa para pagamento de pendências de curto prazo da agremiação.
O recebimento pela venda de Moscardo será a longuíssimo prazo, durante quatro anos, o que torna o negócio ainda pior.
Para o clube, não aos intermediários.
Ronaldo Ximenes, ex-diretor de futebol do Corinthians, ligado a membros do ‘Corinthians Grande’, era o agente de Moscardo.
Pouco antes do negócio concretizado, segundo fonte, teria cedido parte de seus direitos a Giuliano Bertolucci, preposto de Kia Joorabchian, que não se constrange em dividir comissionamentos com cartolas que lhe abrem as portas em clubes de futebol.
Neste caso, o ‘porteiro’ era Rubens Gomes, o Rubão, associado a Augusto Melo desde a operação Barbarense.