
Reunião, realizada ontem, entre Reinaldo Carneiro Bastos, Ednaldo Rodrigues e Gustavo Feijó, se exibida num cinema, resultaria em expectadores correndo para todos os lados para saciar a vontade de vomitar.
Feijó, há meses, trabalha nos bastidores para derrubar o presidente da CBF.
Ontem, conseguiu.
O presidente da Casa Bandida aceitou ser vice de seu detrator após fazer as contas e perceber que não possui votos suficientes para se eleger.
No desespero, segurou a mão de quem lhe jogará no penhasco assim que eleito – se Feijó conseguir vencer as eleições.
Carneiro, que até então comandava Ednaldo, ao perceber a manobra, largou-lhe a mão, abandonou a tática do governar através de ‘laranja’ e decidiu correr os riscos dele próprio sair candidato.
Do outro lado, sobrou Flávio Zveiter, que surgia forte com apoio de bandidos notórios ligados à CBF, mas que agora terá que refazer a aritmética – e aumentar a distribuição de dinheiro – para ver se ainda compensa concorrer à presidência.
Ou seja, o quadro pintado ontem não é o mesmo de hoje e poderá se modificar amanhã.
É rato canibalizando rato enquanto o futebol brasileiro sangra no cativeiro.