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O caso Falcão

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A Justiça considerou movimentação natural o fato de Paulo Roberto Falcão, ex-jogador e ex-comentarista da Rede Globo, ter roçado a parte de sua calça em que estava alojado o pênis, duas vezes, em dias distintos, no braço de uma funcionária do hotel em que se hospedava.

Na justificativa para arquivamento do caso, utilizou-se do posicionamento da bancada em que a atendente se colocava, que teria facilitado a situação.

O contato físico reclamado foi tratado como normal – quase acidental.

Em criativa exposição, o judiciário disse que a vítima não mentiu, apenas entendeu mal a situação.

Pior do que este relatório, foi a mensagem postada por Falcão em rede social, após 77 dias dias de silêncio, 76 depois de pedir demissão do Santos, sem se defender.

Diz determinado trecho:

“(…) a Justiça, baseada no minucioso trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público, determinou o arquivamento do inquérito que investigava uma suposta importunação sexual”

Bem minucioso…

Embora desconfiemos de todos, mas não da vítima, Falcão é oficialmente inocente para a Justiça.

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