
Durante anos, Fernando França, ex-diretor da CBF, foi olhos, ouvidos e, dizem, espião cibernético de Marco Polo Del Nero.
Circulava na entidade que emails de presidentes de Federações seriam monitorados.
Houve até um caso em que uma das jovens namoradas do cartola teria sido grampeada, dizem, com participação de França.
Demitido em 2022, após o golpe, orquestrado por Reinaldo Carneiro Bastos – desafeto de Del Nero, que empossou o comandado Ednaldo Rodrigues no poder, o ex-diretor de TI parece ter se vingado a Casa Bandida.
Informações de bastidores dão conta de que França, que sempre teve acesso a todos os dados, teria formalizado à Receita Federal reclamações de apropriação indébita e outros crimes tributários, supostamente, cometidos pela entidade.
A chance do ex-funcionário agir sem consentimento de Marco Polo é nenhuma.
O caso é encorpado por denuncia semelhante, contra a CBF, transformada em inquérito na Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro.