
Há anos, os bastidores do Santos privilegiam o intermediário Luiz Taveira, que, em determinado período, chegou a ter despesas pagas para cooptar jogadores e revendê-los ao próprio clube.
O agente, que, neste momento, processa o Peixe sem constrangimento, chegou até a financiar campanha à presidência da agremiação.
Ontem, em mensagens reveladas pela PF no âmbito das investigações sobre as máfias das jogatinas esportivas, o jogador Eduardo Bauermann, que se vendia ao esquema, colocou Taveira na cena do crime.
Durante o acordo com os bandidos, Bauermann deixou a entender que o agente queria até apostar num dos jogos, e, após, ajudou-o a negociar o parcelamento pela promessa descumprida.
As mensagens indicam que Taveira sabia de tudo e não revelou a falcatrua ao Santos.
Pior: teria agido em conivência com o atleta para enganar a agremiação.
Urge, além da proibição dessa gente frequentar os bastidores do Peixe, o Boletim de Ocorrência com a posterior representação para abertura de Inquérito.