
Até as 17h de ontem, era tratada como certa a contratação do mediano Roger Machado como treinador do Corinthians.
Esperava-se, inclusive, o anúncio após a partida do clube contra o Palmeiras.
Não aconteceu.
O negócio esfriou, mas não pela razão apontada pela mídia, que seria forte rejeição dos torcedores nas mídias sociais.
Duílio ‘do Bingo’, presidente do Corinthians, nunca se preocupou com isso, tanto que, apesar delas, partiu de Cuca a decisão de se desligar do Timão.
Houve, de fato, resistência, mas do núcleo duro de sua gestão.
No conselho deliberativo do Corinthians é grande a presença de racistas.
Muitos tem voz ativa com Duílio.
São os mesmos que, há anos, tem vetado a candidatura de André Negão, e que, recentemente, perseguiram Fernando Lázaro.
Ao vazar a possibilidade de acerto com Roger, a reação destes foi imediata e o presidente do Corinthians, em ano eleitoral, ao menos por ora, recuou.
A chance do Corinthians acertar com o treinador – as negociações foram iniciadas – seria a ingerência direta de Andres Sanches, que, entre tantos desvios, não está entre os que, se tivessem coragem, queimariam cruzes trajando o manto da Klan.
O que Andres sentencia, anda que sob protestos, transita em julgado, imediatamente, nos bastidores do Timão.
Resta saber se o cartola estaria disposto a comprar esta briga.
Vale lembrar, novamente, o caso de André Negão, a quem Sanches sempre prometeu apoio – que nunca se confirmou – e, mesmo agora, após diversas protelações para dar vaga a candidatos tão complicados quanto, porém menos qualificados, mas brancos, ainda não teve coragem de explicitá-lo como seu escolhido ao pleito que ocorrerá ao final de 2023.