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Memória de Cuca não falhou entre 1987 e 1989

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“A tal menina, a Sandra Pfaffli, era do tamanho de um armário e não tinha cara de menina não”

“Ela subiu para fazer sexo com um de nós no apartamento”

(Cuca, à época com ótima memória, em entrevista ao Jornal dos Sports (27-08-1989))


Em recente entrevista coletiva, o treinador Cuca disse não se lembrar dos fatos ocorridos em Berna, na Suíça, local em que, no ano de 1987, uma garota de apenas 13 anos foi estuprada por jogadores do Grêmio.

O treinador do Timão se diz inocente, embora seu esperma tenha sido identificado no corpo da vítima.

Para refrescar-lhe a memória, o Blog do Paulinho publicará trechos relevantes da cobertura de parte da imprensa brasileira à época, com direito a falas do próprio Cuca, algumas delas repulsivas.

Com ajuda de amigo, tivemos acesso a relevante material de pesquisa.

Dispensamos a defesa explícita dos jogadores, principalmente da mídia gaúcha – demonstrada noutras publicações – e selecionamos o que, objetivamente, poderia contribuir para a verdade.

03 de agosto de 1987 – Nenhuma dúvida

O Jornal do Brasil, em coluna nomeada ‘estupro’, demonstrou que enquanto os quatro jogadores acusados pelo crime estavam presos, o Procurador Geral de Berna, Richard Feuz, deixou claro que aguardava laudo pericial “embora as provas iniciais não tenham deixado nenhuma dúvida”

10 de agosto de 1987 – Acareação da vítima com os agressores

Sob título ‘semana decisiva’, o JB deixava claro que Sandra, diferentemente do que disse Cuca, afirmava “ter sido estuprada pelos quatro jogadores’.

Ainda, segundo o Jornal, haveria acareação entre os jogadores e a garota.

De fato, foi o que aconteceu.

14 de agosto de 1987 – Sandra reconhece os estupradores

Segundo o Jornal dos Sports, “Sandra, confrontada com 17 jogadores, reconheceu quatro”

Revista Manchete,  nº 1884 (1987) – Sandra detalha estupro de Cuca e Henrique

Reportagem de Manchete trouxe importante revelação sobre o depoimento da vítima:

“Sandra prestou depoimento numa delegacia junto ao hotel. “Eles se atiraram sobre mim e me imobilizaram”, contou. “Dois me violaram”. Os dois, diz ela, são Henrique e Cuca, que só a deixaram quando plenamente satisfeitos”

Apesar do que demonstravam laudo e depoimentos, após quase um mês de prisão, os jogadores foram liberados, sob fiança, e nunca mais retornaram à Suíça

29 e 30 de agosto de 1987

Ao jornal Pioneiro, Cuca disse: “Não fiz nada. Paguei 28 dias por ter visto”.

A declaração coloca o treinador do Corinthians na cena do crime, e, diferentemente do que foi falado em recente coletiva, no mínimo, na condição de testemunha da barbárie.

29 de setembro de 1987

Matéria do Jornal do Brasil demonstra que os estupradores estavam mais preocupados com o desconto em seus salários do que com o que fizeram em Berna:

“(…) os jogadores estavam aborrecidos ontem, porque receberam seus salários com descontos referentes ao que o clube gastou para libertá-los da prisão” (…) “Eles querem pelo menos redução do desconto”

Cuca e seus parceiros receberam apenas punição verbal e pagaram, cada um, ínfimos US$ 3 mil, parcelados.

26 de outubro de 1988

O ‘Pioneiro’ deixa claro que os jogadores do Grêmio não foram julgados à revelia: “o Grêmio continua dando assistência para os advogados Andreas Roth e Peter Stauffer”

27 de agosto de 1989

Após ser condenado a 15 meses de prisão, Cuca concedeu entrevista ao Jornal dos Sports; não contente com o que já havia aprontado, tratou de difamar a vítima e detonar a decisão judicial.

A memória, diferentemente de agora, estava tão boa que foi capaz de detalhar Sandra fisicamente:

“A tal menina, a Sandra Pfaffli, era do tamanho de um armário e não tinha cara de menina não”

“Ela subiu para fazer sexo com um de nós no apartamento. O nome, reservo-me o direito de omiti-lo”

“Estavam em pleno ato quando apareceu o pai dela e armou todo aquele escândalo”

Sobre a sentença, afirmou:

“Foi uma tremenda patriotada do juiz. Foi uma grande armação”

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