
Em entrevista, Renato Gaúcho, treinador do Grêmio, deixou claro o quanto a má-influência de intermediários da bola pode prejudicar a vida de um jogador promissor.
No caso específico, a do goleiro Adriel, afastado da equipe.
Selecionamos os trechos mais relevantes:
“Se lá atrás os empresários, não são todos, circulavam dentro do clube e ajudavam a decidir algumas coisas, acabou. O clube hoje tem comando”
“O recado que eu dou para os empresários é o seguinte: fiquem calados e cuidem dos seus jogadores. As decisões são nossas”
“Toda hora é um empresário e aí toma na cabeça. Vai morar em um condomínio luxuoso, ganha carro do ano luxuoso e aí eu pergunto: como fica a cabeça do jogador?”
“Garoto tem que se valorizar, tem 22 anos, é pai de dois filhos. Falei para ele: ‘conversa com a sua esposa, põe a cabeça no lugar, você está rasgando dinheiro’. Eu espero que ele tenha aprendido.”
Por dinheiro, muitas vezes a família larga mão do atleta, ainda garoto, e entrega a criação para o intermediário que, na maioria das vezes, pouco está se importando com o cidadão a quem trata, apenas, como mercadoria.
Deles tiram todos os percentuais possíveis.
Inclusive dos imóveis e carrões que empurram, ‘acertados’ com as agências e os corretores, nos incautos.