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Zico: 70 anos do Galo do Povo

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Zico, um gênio do futebol, chega aos 70 anos mantendo equilíbrio entre sua imagem de maior jogador da história do Flamengo, seguramente no TOP 5 do Brasil, com a do cidadão passível de mais elogios do que críticas.

Ninguém jogou melhor do que o ‘Galo do Povo’ entre os anos de 1980 e 1983 – nem Maradona, auge que o levou a ser um dos comandantes da excepcional Seleção de 1982, além da conquista de um Mundial de Clubes pelo rubronegro.

Sua arrancada ao gol era tão assustadora quanto as magníficas cobranças de falta que morriam, invariavelmente, nos ângulos altos de suas vítimas.

Não foram poucas as vezes que, no estádio, torcendo pelo meu Corinthians, suei frio a cada jogada do Galinho.

Dos craques de hoje, somente perderia, em desempenho, para Lionel Messi.

Em sua época, excetuando-se os três anos descritos, era comparado sempre a Maradona, que somente estabeleceu-se, com justiça, como o maior entre eles após uma Copa de 1986 magnífica, com a Taça FIFA às mãos.

Neste torneio, Zico jogou machucado e não pode repetir 1982, quando foi melhor que o argentino.

No final de carreira, o Galinho retornou ao rubronegro, depois de jogar na Udinese, e, mesmo baleado, foi campeão.

Deu tempo ainda para servir de professor, dentre e fora de campo, ao futebol japonês.

Conversei com Zico uma única vez, nos vestiários do Pacaembu, quando realizei a cobertura de um Corinthians e Flamengo, com ele no posto de cartola; sem frescuras e estrelismos, recebi dele tratamento atencioso e humilde, que ajudou a reforçar ainda mais minha estima pelo que ele representava.

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