
A empresa gaúcha Índigo, que administra o estacionamento da Arena de Itaquera, aumentou o preço, que não era barato, para todos os torcedores que quiserem deixar seus veículos no estádio alvinegro.
Em 2018, os locais mais caros custavam R$ 90, em 2022 passaram para R$ 129, e agora, em 2023, foram reajustados para R$ 140.
Os mais baratos custarão R$ 110.
O contrato para administrar o estacionamento possui prazo de dez anos com a obrigatoriedade de investimento de R$ 15 milhões, ou seja, R$ 1,5 milhão anual.
Por obrigação de acordo para pagamento de financiamento com a CAIXA, 100% deste dinheiro tem que ser enviado ao Arena Fundo FII.
A intermediação foi de Luis Paulo Rosenberg e a supervisão, pelo Corinthians, está a cargo de Caio Campos, notório funcionário do cartola.
Vamos a uma conta básica:
- em 2022, o clube jogou 36 jogos em Itaquera.
- o estacionamento possui 3.900 vagas
- se lotados, são 140.400 tickets negociados (vagas) por ano.
- Digamos que o preço médio das vendas, entre R$ 140 e R$ 110, se coloque em R$ 125
- Ao ano, chegaríamos ao faturamento de R$ 17,5 milhões
- Digamos que metade disso seja custo operacional (salários, impostos, etc); sobrariam, a grosso modo, R$ 8,75 milhões
- Nessa conta, não estão incluídos tickets fora do futebol, como eventos e demais negócios circulantes pelo local (Faculdade, academia, etc).
- Em dez anos, R$ 175 milhões para a empresa (R$ 87,5 milhões de lucro); R$ 15 milhões para o Corinthians.
O Corinthians cobra uma fortuna de seu torcedor – quase um novo ingresso por partida – para favorecimento de serviço terceirizado (que poderia ser administrado pelo clube) ligado ao cartola que, excetuando-se Andres Sanches, talvez seja o que mais se deu bem durante os dezesseis anos da gestão ‘Renovação e Transparência’.