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Estádio do Santos, em parceria com a WTorre, terá mais de 50% dos lugares em pé

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O Conselho Deliberativo do Santos aprovou, em unanimidade presencial, e quase a totalidade das votações remotas (apenas quatro votos foram contrários, com uma abstenção), a parceria com a WTorre para construção da nova Vila Belmiro.

30 anos de vínculo em termos assemelhados ao acordo com o Palmeiras, em que o clube ganharia pequeno percentual com a arrecadação de shows e cederia parte dos lucros dos jogos disputados na Arena.

Apesar da WTorre afirmar que o Peixe não colocará dinheiro na obra, avaliada em R$ 300 milhões, a realidade se apresenta diferente.

R$ 200 milhões deste montante serão retirados da venda de cadeiras e camarotes.

Ou seja, dinheiro do clube.

Os demais R$ 100 milhões a WTorre tomará emprestado do mercado.

Nesse contexto, tivesse o Santos um departamento de marketing minimamente competente, poderia realizar ambas as operações sem a necessidade de repassar, ao longo e décadas, o dinheiro à construtora, podendo ainda escolher, em licitação, opções mais viáveis para a execução do projeto.

É preciso relembrar que quando a WTorre aprovou a obra no Palmeiras e tentou, sem sucesso, o mesmo contrato no Corinthians, em ambos os casos houve rumores de que conselheiros e cartolas teriam ficado, financeiramente, satisfeitos.

No Verdão, o acordo das cadeiras chegou a ser descumprido, com a construtora embolsando mais do que deveria, obrigando o clube a socorrer-se da arbitragem.

A obra do estádio do Palmeiras foi erguida com dinheiro emprestado pela WTorre que, até os dias atuais, segue sendo empurrado com novas operações de crédito e emissões de debentures, tendo o clube, em caso de calote ou insolvência, na condição de solidário da pendência.

Segundo cronograma apresentado ao Conselho do Peixe, após período de captação, a previsão de início das obras está em aberto, podendo ocorrer entre o final de 2023 ou início de 2024.

A capacidade da Vila será de 30 mil pessoas.

O estacionamento comportará 500 automóveis.

Entre as obrigações do Santos, estará a de repasse de R$ 15 à WTORRE por cada pessoa presente ao estádio em dias de jogos do clube, além da cessão do terreno por 30 anos.

Ou seja, R$ 450 mil, se em lotação máxima.

O repasse de valores ao clube pela venda de cadeiras, camarotes, etc, tem previsão irrisória.

17.646 lugares, dos 30 mil prometidos, serão para torcedores que pretendam assistir às partidas em pé, ou seja, mais de 50% do estádio.

13.769 numa das arquibancadas e 3.877 no Deck Premium.

12.354 assistirão sentados; destes, 1.060 em camarotes.

Trata-se de um ótimo negócio, novamente, para a construtora, mas poderia ser bem melhor para o Santos se houvesse gente capacitada para realizar o que a WTorre, a custo altíssimo, se propôs a fazer.

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