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O péssimo exemplo de Oscar Schmidt

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Melhor jogador da história do basquete nacional, Oscar Schmidt está no Hall da Fama ao lado de lendas da NBA.

Nunca será esquecido por isso.

Até hoje emociona assistir à final do PAN, quando, em atuação notável, carregou a Seleção Brasileira, junto com Marcel e demais parceiros, à histórica vitória contra os EUA.

Uma pena que, pessoalmente, Oscar seja bem diferente do ídolo.

Há uma infinidade de exemplos ruins do ex-atleta, quase sempre atrelados à sua estreita ligação com o que há de pior na política nacional.

Ontem, Oscar ampliou o leque de erros públicos.

Em entrevista ao Estadão, exaltou sua decisão de não seguir orientação médica para tratamento de um câncer no cérebro que o acomete há alguns anos.

Não se discute, por óbvio, o direito pessoal de fazê-lo.

Cada pessoa deve lidar com a própria saúde, desde que não afete a terceiros, como bem entender.

A questão é o exemplo.

Nesse contexto, publicamente – com o alcance que Oscar possui entre fãs e admiradores, desestimular procedimento que, em muitos casos, é a última esperança de salvação da vida de muitos soa como ato de profunda irresponsabilidade.

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ATUALIZAÇÃO

Diante da repercussão sobre o assunto, Oscar, em rede social, mudou a declaração e disse que recebeu alta médica por estar curado.

Torcemos para que seja verdade.

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