
Recentemente, o Corinthians informou a seu Conselho Deliberativo que o clube operou, até o balanço do terceiro trimestre de 2022, com superavit de R$ 2 milhões.
Não houve, porém, redução significante das dívidas.
A pendência alvinegra gira em torno de R$ 2 bilhões entre operações do clube e do estádio de Itaquera.
Desde março de 2019, o Timão não paga uma parcela sequer do financiamento da Arena.
Pelo contrato anterior, para amortização da pendência, havia obrigatoriedade do repasse de toda a arrecadação dos jogos do Corinthians, além doutros eventos realizados em Itaquera.
Em tese, o clube embolsou, indevidamente, este dinheiro.
No período citado, de março de 2019 até a última partida disputada na Arena, semana passada, a renda buta do Corinthians, somada, atingiu R$ 163,4 milhões.
- 2019: R$ 61,6 milhões;
- 2020: R$ 7,3 milhões (pandemia);
- 2021: R$ 14,5 milhões (pandemia);
- 2022: R$ 80 milhões
Acrescenta-se mais R$ 60 milhões devidos ao Arena Fundo, de ingressos anteriores a 2019, não repassados pelo Corinthians, perfazendo um total de R$ 223,4 milhões.
Estima-se que com os demais rendimentos do estádio a quantia aproxime-se de R$ 250 milhões.
Ainda que o valor líquido possa ser, a grosso modo, metade disso, ou seja, R$ 125 milhões, onde estaria este dinheiro?
Sem redução da dívida e com superavit de irrisórios R$ 2 milhões – comemorado, no Conselho, como grande conquista -, muitas são as dúvidas, e até suspeitas, a serem esclarecidas.