
Não é por acaso que o Corinthians, há alguns dias, tem fomentado a mídia com a possibilidade de o clube contratar o jogador Oscar, apesar deste possuir salários impossíveis de serem honrados pelo Timão.
Na melhor das alternativas, que seria equipará-lo ao maior rendimento do clube, custaria em torno de R$ 2 milhões mensais.
Oscar é, há anos, parceiro da turma que comanda o poder em Parque São Jorge.
Agenciado por Kia Joorabchian, que é, notoriamente, associado a Andres Sanches, embora quem assine o vínculo, como de hábito, seja Giuliano Bertolucci, ainda garoto, o jogador fugiu da concentração do São Paulo e se escondeu num flat, em Moema, objetivando forçar o rompimento de contrato.
O dono do imóvel era Olivério Junior, assessor de todos os citados, que também faz negócios no Corinthians.
À essa ‘turma’ junta-se o treinador Vitor Pereira, também gerenciado por Kia, que, sob as ordens dele, trabalhou com Oscar no futebol chinês.
Nesse ambiente de dívidas bilionárias empurradas para gestões futuras, o Corinthians, para salvar as finanças da família do presidente Duílio – todos com bens e contas bloqueados -, e manter girando o sustento de quem lhe alçou ao poder, procura meios de rodar fortunas através de contratos fadados ao calote, dívida que será herdada por seus sucessores.
A sondagem preliminar, com apoio da imprensa, objetiva criar expectativa no torcedor e, consequentemente, blindagem midiática para a irresponsabilidade costurada nos porões do submundo esportivo.
Oscar e Vitor Pereira são meros peões, funcionários obedientes do grupo que, há anos, assalta as finanças do Corinthians.