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Maracanã sob risco de morte

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Há alguns anos, quando o Corinthians decidiu construir o estádio de Itaquera, foi decretada a morte do Pacaembu, que tinha no Timão, mais do que o usuário frequente, sua maior identificação esportiva.

Na Capital, Palmeiras e São Paulo já tinham onde mandar seus jogos.

Após período de agonia, em que o Santos serviu de suspiro final, o velho Paulo Machado de Carvalho, entregue à inescrupulosos, deixou de respirar.

Algo semelhante ocorre, neste momento, com o Maracanã.

O Estado insiste em dificultar a vida do Flamengo, que, mesmo arrendatário do estádio, tem sido obrigado a emprestá-lo, contra a vontade, para eventos de terceiros.

Mais recentemente a um jogo do rival Vasco da Gama.

Por conta do desaforo, o rubronegro tem avaliado possibilidades de erguer a casa própria.

Se isto vier, realmente, a ocorrer, será a morte do Maracanã.

Melhor seria, para todas as partes, alinhavar um acordo definitivo de repasse desta Arena ao Flamengo.

O Poder público manteria as arrecadações diretas e indiretas de impostos que circulam toda a movimentação de público dos jogos, sem os ônus de manutenção e demais necessidades.

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