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Abel Ferreira e as concentrações no futebol

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Dentre as razões que levaram o até então desconhecido treinador Abel Ferreira a um trabalho exitoso no Palmeiras está, indubitavelmente, a boa relação com os jogadores.

Ontem, em entrevista, o atacante Dudu exaltou a diminuição do período de concentração, adotado pelo português.

Abel chegou a erradicá-la, mas, por pressão da cartolagem – incomodada com a constatação de que alguns atletas estariam frequentando baladas antes dos jogos -, retomou-a, porém apenas por 24 horas (antes das partidas).

A ausência de concentração foi protagonista, décadas atrás, da ‘Democracia Corinthiana’.

Prender profissionais, em tese, fora do horário de trabalho, é, por si, a exemplificação do atraso.

Os jogadores sabem quais as responsabilidades inerentes à profissão.

Muitos – como todos nós – possuem particularidades que precisam de atenção pessoal fora do ambiente do futebol.

Privá-los disso, por óbvio, é gerador de revolta.

Se o profissional não conseguir se apresentar no dia e horário correto de trabalho – neste caso, a data das partidas – em condições de executá-lo, que seja punido de acordo, isoladamente.

É errado, por conta destas exceções, que os demais sejam, previamente, castigados com o isolamento forçado.

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