
Há alguns anos, o Corinthians conseguiu, a duras penas, adequar parte de seu estatuto à modernidade, estipulando redução no quadro de conselheiros vitalícios.
Já foram 200; agora são 116.
Pela determinação vigente, assim que sobrarem 100 conselheiros haverá reposição à medida que novas vagas forem surgindo.
Morre um, coloca-se outro no lugar.
Porém, em meio às discussões de novas alterações estatutárias do Timão, alguns conselheiros trabalham para ampliar o teto dos atuais 100 para 150.
Trata-se de evidente retrocesso.
Diferentemente dos conselheiros trienais, que precisam de apoio – através de voto – para seguirem em seus postos, os vitalícios, em regra, continuam no clube mesmo se praticarem atrocidades contra a agremiação.
Exemplos não faltam em Parque São Jorge.
Muitos deles – alguns sequer torcedores do Corinthians – compraram, explicitamente, suas vagas no Conselho, entre os quais até magistrados, o que dá a tônica da falta de escrúpulos.
Um dos ‘corretores’, que à época ‘vendia’ sob as ordens de Nesi Curi, permanece até os dias atuais colado no poder alvinegro, sem se importar com a origem ou ligação política de quem estiver na cadeira presidencial.