Na última segunda-feira (28), todos os presidentes de clubes das Séries A e B do Brasileirão reuniram-se, em São Paulo, para tratar da criação de uma nova Liga de futebol.
O Corinthians estava presente, mas, efetivamente, representado pelo ex-presidente Andres Sanches, com Duílio, o presidente eleito, calado.
Trata-se de um escárnio.
Sanches, há pouco, teve as contas de sua gestão (2019) reprovadas e está em vias de ser julgado pelo Conselho de Ética do clube, com possibilidade, inclusive, de expulsão.
Há quem, amparado na legislação, peça ainda ressarcimento pelos prejuízos ocasionados à agremiação.
Não é segredo para ninguém que o presidente do Corinthians, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, ‘empresário’ falido do ramo da jogatina, com bens e contas bloqueadas, entrou na vida política do clube para salvar suas finanças e de seus familiares, razão pela qual submeteu-se, com direito a empresa aberta no Panamá, a todos os tipos de traquinagens em auxílio aos donos do grupo ‘Renovação e Transparência’, que há 14 anos empesteiam o Parque São Jorge.
Ou seja, óbvio que, ainda no cargo máximo alvinegro, seria comandado.
Mas, até para evitar suspeitas, deveria haver limites para a própria humilhação.
Ao ceder a vaga de presidente a quem está sendo investigado, pelo próprio clube, por suspeitas de falcatruas responsáveis por um rombo que esbarra nos R$ 2 bilhões em dívidas (incluindo estádio), Duílio rasteja e, principalmente, expõe o Corinthians ao ridículo.
Com que moral, em sendo formalizada a Liga, o presidente alvinegro dividirá a mesa de reuniões com seus pares, que saberão, de antemão, a necessidade de consultar Sanches para obter a verdadeira posição do clube?
