
De maneira correta, o Corinthians demitiu o jogador Danilo Avelar, que, horas antes, manifestou-se de maneira racista pelas mídias sociais.
O atleta se desculpou, mas é necessário que arque com as consequências do ato.
Tanto para o próprio aprendizado, quanto para servir de exemplo aos muitos racistas que frequentam o Parque São Jorge, alguns deles contrários à punição colocada.
Ficaram, porém, alguns ajustes a serem realizados.
O Corinthians deve R$ 4,5 milhões ao Torino/ITA pela aquisição do atleta e terá que pagar.
Avelar tinha contrato até dezembro de 2022 e, somados salários e demais acertos, receberia em torno de R$ 9 milhões pelo período.
Somente uma demissão por justa causa levaria esse assunto para a esfera judicial.
As muitas horas que separaram o conhecimento do clube sobre o episódio e o efetivo desligamento do atleta foram marcadas por deliberações jurídicas e também negociações com o agente Fernando Garcia, responsável pela carreira de Avelar.
O agente bateu o pé para receber quase R$ 1 milhão de comissionamento – pela intermediação junto aos italianos – e o residual do percentual salarial do atleta até 2022.
Soubemos, o clube teria se comprometido a, de alguma maneira, compensar o intermediário.
Em se confirmando, seria um acinte.
Horas antes, em reunião com torcedores organizados, Duílio ‘do Bingo’ e demais dirigentes prometeram que o clube não mais negociaria com a ELENKO Sports.
Ontem, negociou.
Qualquer facilitação futura ao agente – autor de diversas ações de cobrança contra o clube, seja em dinheiro ou em rolos com atletas, será uma afronta ao Timão, seus conselheiros e torcedores.
De qualquer maneira, como frequentemente ocorre em negócios envolvendo Corinthians e Garcia, é bem provável que a Justiça seja acionada.
