![]()
Ontem (31), a Conmebol anunciou que a Copa América será realizada no Brasil e agradeceu a ajuda do Genocida que infelicita o Planalto.
Evidentemente, não o faria se as coisas não estivessem acordadas.
Porém, diante da reação rápida e contundente da mídia, a sociedade indignou-se e alguns Governadores opuseram-se ao torneio.
Nem todos, porém, como é o caso de São Paulo, em que Agripino relembrou os tempos de ‘BolsoDória’.
Nas Federações e na CBF o apoio, quando não explícito, se deu em forma de silêncio.
A Presidente da Federação Paraibana, Michelle Ramalho, chegou a colocar, indevidamente, a Paraíba ‘à disposição da Copa América’, para se ver, minutos depois, desautorizada pelo Governador local.
Ao final do dia, a Casa Civil, atordoada com as ‘porradas’, jogou dúvida sobre a realização do torneio, dizendo que o óbvio acerto prévio do Governo com a cartolagem ainda estava em negociação.
O objetivo era ganhar tempo e abrir uma porta para possível recuo.
Resta saber se Bolsonaro aceitará engolir mais esse sapo e, principalmente, qual seria a reação da CONMEBOL ao se ver traída pelo semelhante.
Lamentável, até o momento, é a covardia dos clubes donos de estádio diante desse caos.
O Corinthians segue discursando ‘Democracia Corinthiana’ – como ocorrido em evento poucas horas após o anuncio da CONMEBOL, mas na prática, até o momento, não recusou-se a ceder o estádio de Itaquera.
Deveria, por coerência e civilidade, não apenas fazê-lo, mas, publicamente, expor com nitidez as razões de oposição ao torneio.
Uma negativa alvinegra seria capaz de gerar efeito dominó de coragem nas demais agremiações.
Mas como contrariar Andres Sanches, o dono de todos, que, nas eleições passadas, apesar de Deputado Federal pelo PT, cedeu o próprio escritório parlamentar para campanha contra Fernando Haddad e mandou seu mais leal companheiro, André Negão – então chefe de Gabinete do parlamentar, publicar vídeo em apoio explícito a Jair Bolsonaro?
Vale lembrar que o atual presidente do Corinthians é fruto político dessa gente.
Do Palmeiras, gerido por um subserviente de Madame Crefisa, apoiadores explícitos do Genocida, pouco se espera, assim como do São Paulo, que tem entre seus conselheiros o presidente da Casa Bandida.
No Rio, Flamengo e Fluminense dificilmente terão coragem de peitar o Planalto, até porque quem, efetivamente, paga as contas do Maracanã é o rubronegro, comandado por cartola adepto de hábitos aprovados por Eike Batista e Jair Bolsonaro.
Inter e Grêmio, para citar os mais relevantes, também permanecem calados.
A conivência da cartolagem, que antes era ‘apenas’ com os descalabros do futebol mundial, fruto da ganância política ou do desejo incontrolável pelo vil metal, ampliou-se para o descaso com a vida humana.