Ícone do site

Seleção Brasileira de 1978 estava contaminada

Anúncios

Argentina-1978: fotos do acervo da Editora Abril | VEJA

O Blog do Paulinho, incrédulo, recebeu de um amigo matéria sobre os bastidores da preparação da Seleção Brasileira para a Copa de 1978, na Argentina.

Os trechos são auto-explicativos:

“O goleiro Leão pode criar o primeiro problema para a Comissão Técnica na atual excursão da Seleção Brasileira: ele não ficou satisfeito ao saber que Carlos está escalado para o jogo na Arábia Saudita, segunda-feira, e revelou que tem interesses técnicos e comerciais para não sair da equipe(…)”

“(…) (diz Leão) tenho contrato com uma fábrica de artigos esportivos, que me dá um pagamento extra por jogo, desde que eu entre do início”

“Apesar do seu interesse em jogar, é muito difícil que Leão consiga convencer o técnico Claudio Coutinho a voltar atrás na escalação de Carlos, mesmo contando com o apoio de outros jogadores – como Rivelino e Zico – que têm o mesmo tipo de contrato com a fábrica de material esportivo.

“Leão é o que tem participação mais alta no contrato porque recebe uma comissão para ser intermediário dos outros jogadores”

Estranhamente, o que seria, provavelmente, um escândalo nos dias atuais, foi tratado como absoluta normalidade pelos jornalistas Luiz Roberto Porto e Marcio Guedes, que assinaram a matéria.

Eram tempos de jornalismo mais ufanista do que investigativo.

O início do fim do futebol ‘inocente’ tem raízes bem mais antigas do que as supostas pelos que discursam o ‘amor à camisa’ dos jogadores do passado.


EM TEMPO: na partida descrita pela matéria, o Brasil, com Carlos no gol (Leão entrou apenas no intervalo), venceu o Al-Haly, treinado pelo ex-meia Didi, por seis a um.

Facebook Comments
Sair da versão mobile