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Lisca e Federação Catarinense dão exemplo aos cartolas

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Mourão Panda/América

Treinador do América/MG, Lisca, que tem o habitual comportamento corajoso tratado por alguns como ‘loucura’, razão do vulgo ‘Doido’, foi um dos poucos, em sua profissão, a se posicionar abertamente contra o prosseguimento dos diversos campeonatos pelo país em tempos de pandemia:

“É quase inacreditável que saiu uma tabela da Copa do Brasil hoje, com jogos dias 10 e 17, 80 clubes que nós vamos levar com delegação de 30 pessoas para um lado e para outro do país”

“O nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, estou perdendo amigos treinadores, não é hora mais, é hora de segurar a vida”

“Aqui no Mineiro tudo bem, é mais perto, mas vai pegar uma delegação do Sul e vai levar pra Manaus, como vocês vão fazer isso?”

“Presidente Caboclo, pelo amor de Deus. Juninho Paulista, Tite, Cléber Xavier, as autoridades, nós estamos apavorados, pelo amor de Deus”

O desabafo, absolutamente coerente, em vez de alertar as ‘autoridades’, provavelmente renderá represálias.

A não ser que os demais colegas de profissão lhe sejam solidários, o que é pouco provável.

Nesse submundo de interesses, quase sempre nefastos, ao menos uma Federação, a Catarinense, decidiu paralisar o torneio, evitando, certamente, milhares de contaminações, diretas e indiretas.

Não tivéssemos cartolas tão deploráveis e o exemplo seria seguido imediatamente.

Mas, ao que parece, a inevitável paralisação dos demais campeonatos somente se dará a ‘forceps’, quando o número de mortes atingir patamares ainda mais alarmantes do que os terríveis números atuais.

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