
O São Paulo deve, em salários e direitos de imagem, quase R$ 15 milhões a Daniel Alves, que, há algum tempo, caiu de rendimento.
Trata-se de um acerto salarial de R$ 1,5 milhão mensal alicerçado, de maneira irresponsável, no abstrato.
Não se trata de justificar o declínio técnico do jogador como se fosse deliberado – até porque não é, mas é óbvio que ninguém se dá por satisfeito ao ser enganado.
Alves, assim como ocorre com qualquer outro trabalhador, deve amparar suas receitas e despesas de acordo com os rendimentos acertados em seus contratos, sejam eles de futebol ou publicitários.
O desfalque de R$ 15 milhões, em tese, implicaria em reposição, ainda que em parte, realocada de investimentos, ocasionando perdas com possibilidades diversas de rendimentos.
Pior ainda é saber que o contrato com o São Paulo termina apenas em dezembro de 2022, e que as chances de receber os valores, fora do parcelamento à perder de vista, sob a espada da Justiça do Trabalho, é remotíssima.
A má administração esconde detalhes que servem de adversários mais perigosos ao clube do que os que entram em campo do lado contrário.